Para especialistas, crítica de Dilma a espionagem foi resposta à opinião pública brasileira

 Em seu discurso em Nova York, Dilma afirmou que os Estados Unidos violam os direitos humanos e as liberdades civis ao espionar governos e cidadãos pelo mundo –o governo dos EUA é acusado de espionar inclusive dados pessoais da presidente. Em resposta, Obama disse na assembleia que os EUA estariam revisando a maneira como coletam informações.O tom rígido adotado pela presidente Dilma Rousseff nesta terça-feira (24) em seu discurso de abertura da 68ª Assembleia Geral da ONU foi uma atitude digna de “chefe de Estado” e uma forma de mostrar ao povo brasileiro que o país é comandado por uma líder capaz de dar uma “resposta altiva” ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. É o que dizem especialistas ouvidos pelo UOL.

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Entrevista com Rodrigo Cintra, CEO da Focus RI

O chefe do Departamento de Relações Internacionais & Country Studies da ESPM-SP e CEO da Focus RI, empresa de consultoria e assessoria em relações internacionais, Rodrigo Cintra, em entrevista ao Portal Mundo RI, falou sobre Internacionalização de Empresas, tema do curso que ministrará nos dias 23 e 24 de julho.

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Apesar dos inúmeros incentivos à internacionalização de pequenas e médias empresas, tais como linhas de crédito específicas do BNDES, programas do SEBRAE, Projetos do Governo Federal e Governos Estaduais, falta preparo por parte dos empresários para conduzir com eficácia o processo de internacionalização, afirma Cintra, que também descreveu o perfil da empresas que começam a buscar sua inserção internacional.

MundoRI – Qual razão do foco do curso nas pequenas e médias empresas?

Cintra – As grandes empresas geralmente apresentam uma atuação mundial, com divisão dos mercados internacionais entre diversas plantas. No caso das pequenas e médias, a atuação internacional apresenta outros tipos de desafios. A prospecção dos mercados e as estratégias possíveis de entrada são diferentes. A realidade das pequenas e médias empresas é de escassez de recursos para investimentos em abertura de mercados internacionais, e isso deve ser considerado.

MundoRI – Considerando que a boa fase econômica vivida pelo brasil se deve, em grande parte, ao mercado interno, por que internacionalizar?

Cintra – Internacionalizar uma empresa é mais do que abrir novos mercados (ainda que este objetivo também deva ser considerado). A presença em mercados mundiais permite à empresa aprimorar seus processos produtivos, ganhar escala, ter contato com concorrentes e novas tendências, entre outras.

MundoRI – Os empresários brasileiros já entendem essa necessidade? E estão preparados para os desafios da internacionalização?

Cintra – Em geral o que se percebe é que os empresários já entenderam a necessidade de internacionalização, porém ainda não sabem como fazer isso. De coisas mais simples como dominar línguas estrangeiras (como inglês e espanhol) a outras mais complexas como os padrões de negociação e os modelos possíveis de internacionalização ainda carecem de mais atenção.

MundoRI – Quais as maiores dificuldades?

Cintra -Talvez uma das maiores dificuldades num processo de internacionalização é o processo de comunicação. Entender o que efetivamente a outra parte quer. Nós tendemos a projetar nossa visão do negócio para o nível internacional, replicando a experiência (geralmente bem sucedida) que temos no Brasil, e não conseguimos entender porque ela não funciona. Cada cultura tem um padrão de negociação, de compreensão do negócio. É preciso entender essa questão para que se possa pensar se efetivamente estamos olhando para o melhor mercado.

MundoRI – Qual a importância de um profissional especializado nesta área?

Cintra – O profissional qualificado é capaz de desenvolver uma estratégia de inserção internacional que efetivamente seja viável. Internacionalizar não é vender para fora do Brasil. O tempo da negociação, do negócio em si, é maior. Existem várias estratégias possíveis que variam em dois eixos: tempo de retorno e risco. O mercado internacional apresenta lógicas nesses eixos que são muito diferentes das encontradas no mercado brasileiro. Nem sempre um bom estrategista comercial brasileiro será um bom profissional na hora de internacionalizar uma empresa. 

MundoRI – Qual o perfil das empresas brasileiras que já cuidam de sua inserção no mercado global?

Cintra – Em geral são as empresas de grande porte. As pequenas e médias empresas ainda estão no começo. Mas só se preocupam com as vendas. Marca, contato com consumidor, compreensão de tendências internacionais são algumas das coisas que deverão ser cuidadas, de outra maneira, é muito difícil se manter no mercado internacional sem uma crescente deterioração das condições comerciais. 

MundoRI – Empresas de quais setores estão buscando a internacionalização?

Cintra -No caso das pequenas e médias empresas, o que se vê é que aquelas que produzem produtos específicos, bem “brasileiros” são as primeiras a se aventurarem no mercado internacional. As demais costumam ter medo da concorrência. É a idéia de que os chineses fazem mais barato que nós. Mas há condição para empresas de manufaturados também buscarem o mercado internacional, o que é necessário é uma boa estratégia. Algumas empresas de serviços começam também a se envolver com a internacionalização.

Rodrigo Cintra é CEO da Focus RI e Chefe do Departamento de Relações Internacionais & Country Studies da ESPM-SP. Doutor em Relações Internacionais pela UNB e Pós-Doutor em indústrias Criativas e Competitividade Territorial pelo Instituto Universitário de Lisboa, é também membro do conselho consultivo da Câmara de Comércio Argentino Brasileira, onde foi Vice-Presidente da Diretoria Executiva no triênio 2004-2006 e Diretor de Pesquisa no triênio 2001-2003.

Fonte: http://mundori.com/home/view.asp?paNoticia=2223 (13/7/2011)

Integrantes da Sedec participam do Encontro de Comércio Exterior

 Integrantes da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Atibaia (Sedec)
      participaram na semana passada, em Campinas, do Encontro de Comércio
      Exterior promovido pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), em
      parceria com a prefeitura local.
      O workshop discutiu a importância da captação de recursos internacionais
      para a promoção do desenvolvimento dos municípios brasileiros.
      Especialistas também apontaram os principais erros e acertos das políticas
      públicas municipais de atração de indústrias estrangeiras.
      Segundo o consultor Rodrigo Cintra, da Focus R.I, a hiper-especialização
      da economia pode ser considerada como um grande fator de risco para as
      contas do município. Ele aponta que este tipo de cultura torna a cidade
      suscetível principalmente a grandes crises. Por isso, enfatiza o
      consultor, a administração municipal deve buscar diversificar a atividade
      econômica para evitar possíveis impactos da queda da demanda na
      arrecadação dos impostos. Rodrigo Cintra enumerou oito condições que podem
      desencadear no desenvolvimento econômico. Ele destacou principalmente a
      convergência das políticas públicas municipais com as diretrizes estaduais
      e federais. A vontade política dos governantes também foi um fator
      destacado pelo consultor, que valorizou a importância das Parcerias
      Público-Privadas (PPP).
      O marketing das cidades também foi assunto do encontro. O tema foi
      abordado pelo secretário de Finanças de Campinas, Paulo Mallman, que falou
      sobra e a elaboração de um guia de investimentos na cidade. A publicação,
      voltada para empresários e investidores, é resultado de um estudo de
      branch marketing realizado pelos técnicos da prefeitura.
      Para o diretor de relações e negócios internacionais da Prefeitura de
      Atibaia, Edson Bayer, as ações realizadas na cidade seguem as tendências
      apontadas pelos debatedores do encontro. “Essas iniciativas servem como
      balizamento para as nossas políticas públicas”, considerou. O diretor de
      Comércio, Adílson Bondança, também participou do evento.

Originalmente disponível em: http://www.oatibaiense.com.br/090609/pags/politica1.htm

Diplomacia das canhoneiras?

A 4ª Frota norte-americana volta a patrulhar nossos mares. Para quê?

Há 170 anos, seis veleiros partiram de Nova York para uma viagem de circunavegação do globo. A U.S. Exploring Expedition, comandada pelo oficial Charles Wilkes (1798-1877), mapeou costas e ilhas de todos os continentes durante quatro anos. Era o pontapé inicial para a expansão militar dos Estados U

nidos pelos mares do mundo. Mas devido à forte concorrência de ingleses no Atlântico Norte e dos russos no Pacífico, os norte-americanos se voltaram principalmente para os mares da América Latina.

De lá para cá, a história é conhecida: conflitos como a guerra hispano-americana (1898) e a invasão da Guatemala (1953) garantiram ao Tio Sam u

m bom punhado de protetorados na região. Não é de espantar, portanto, a reação do governo brasileiro e de seus vizinhos à

reativação, em julho último, da temida 4ª Frota Naval (U.S. 4th Fleet).

Criada em 1943 na cidade de Norfolk (Virginia), a unidade de combate foi transferida no mesmo ano para Natal (RN). Sua missão era escoltar, junto com a 16ª Esquadrilha da Força Aérea, navios mercantes ameaçados por submarinos alemães. Na capital potiguar, ficou baseada no Parnamirim Field, a maior instalação militar norte-americana fora dos EUA.

A unidade foi desativada em 1950, mas voltaria às águas brasileiras em março de 1964, às vésperas do golpe militar. Postou-se de tocaia no litoral santista, preparada para ajudar na derrubada do governo João Goulart. A operação secreta “Brother Sam”, revelada pelo jornalista Marcos Sá Corrêa no Jornal do Brasil em dezembro de 1976, visava garantir um governo pró-EUA no país, afastando a ameaça comunista. Como não houve reação e nem um só tiro foi disparado, os norte-americanos voltaram para casa e foram incorporados à 2ª Frota, responsável pelo patrulhamento de todo o Atlântico.

Seu atual ressurgimento gera uma onda de desconfiança no continente. O cônsul norte-americano no Brasil, Clifford Sobel, assegura que as missões da 4ª Frota serão meramente humanitárias. Uma intenção não muito condizente com o perfil do oficial destacado para comandá-la: o contra-almirante Joseph Kernan, egresso da força de elite dos Fuzileiros Navais, tem no currículo obscuras operações no Afeganistão e no Iraque.

Para o governo brasileiro, eles estão atrás do nosso petróleo. As recentes descobertas na camada pré-sal (águas profundas) do Campo de Tupi, na Bacia de Santos, parecem confirmar o temor. Rodrigo Cintra, formado em Relações Internacionais e professor do Centro Universitário Ibero-Americano, diz que o grande irmão do norte também pode estar de olho nas reservas aqüíferas e nas terras agricultáveis, as maiores do planeta. “São elementos essenciais para a produção de alimentos, atualmente em crise”, justifica. Numa espécie de atualização do trabalho de Wilkes entre 1838 e 1842, os mariners estariam mapeando as rotas mercantis, portos e bacias hidrográficas navegáveis. Afinal, “é pelo transporte marítimo que a valiosa mercadoria agrícola é exportada”, alega Cintra.

Se a segurança dos mares do Sul representa uma volta à Diplomacia das Canhoneiras, só o tempo dirá. O problema é que eles têm canhões e nós, não.

 

Fonte: Revista de História da Biblioteca Nacional

http://www.revistadehistoria.com.br/v2/home/?go=detalhe&id=1954

 

 

O Brasil também tem multinacionais

É uma cesta de motivos que não encontra paralelo na história do Brasil. Nunca, como agora, se falou tanto de protecionismo no comércio mundial, do novo ambiente de negócios decorrente da globalização, da robustez exibida por parcela ponderável das empresas brasileiras, da taxa de câmbio com o dom de tornar os ativos mais baratos no exterior e da saturação de mercados. Pode não parecer, mas esse sortimento de razões tem tudo a ver, e muito, com a impressionante escalada internacional empreendida pelas firmas nacionais, que estão comprando empresas e abrindo filiais em pontos cada vez mais remotos, trilhando os passos que principiaram a ser dados, décadas atrás, pela Petrobras, reverenciada hoje como a sexta maior empresa de petróleo do mundo, segundo classificação da consultora PFC Energy.

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Pra frente, Brasil

"Esse Brasil lindo e trigueiro/ É o meu Brasil brasileiro/ Terra de samba e pandeiro." Em 1939, era assim que Ary Barroso descrevia o país, inaugurando com seu hino de exaltação Aquarela do Brasil o gênero ufanista que imperou durante a ditadura do Estado Novo. De lá para cá muita água já rolou – não exatamente das "fontes murmurantes" de Ary ou das "cachoeiras e cascatas de colorido sutil" que Silas de Oliveira cantou em Aquarela brasileira – e o Brasil não é mais aquele (assim como qualquer outro canto do mundo). Mas qual é, então, a descrição do país hoje? É forró, é hip hop, é axé, é funk, é o fim do caminho, são as águas de março fechando o verão? Nada disso. Ou tudo isso.

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Perfil do Profissional de Relações Internacionais (entrevista)

Qual é o perfil de um profissional de Relações Internacionais?
RC: O campo de atuação do profissional é  muito amplo, de forma que é difícil determinar um perfil para o profissional. Em linhas gerais, no entanto, é possível afirmar que o profissional  de relações internacionais deve ter algumas características pessoais básicas, como adaptabilidade, capacidade de compreender diferenças, pensamento estratégico e boa disposição para conhecer novas culturas.

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Suinocultura perde investimentos e abertura de novos mercados com aftosa no Brasil

Em entrevista ao suino.com Rodrigo Cintra, analista de relações internacionais, da Focus RI, faz uma análise das perdas ocasionadas à suinocultura devido ao foco de febre aftosa constatado no Mato Grosso do Sul. Para ele a abertura de novos mercados ficou prejudicada e a recuperação do setor depende de negociações com os países importadores de carne brasileira.

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Vitória do Brasil na OMC abre portas para novas denúncias

No último dia 03 de março, foi concebida ao Brasil a vitória definitiva contra os subsídios norte americanos ao algodão. Em abril de 2004, o Brasil já havia conseguido uma vitória preliminar contra os EUA e, após apelação norte-americana, a decisão de 2004 foi mantida pelo Órgão de Apelação da OMC – última instância judicial. O Brasil argumentou que os subsídios concedidos pelo governo americano aos exportadores de algodão violam as regras internacionais de comércio, pois distorcem as regras de competitividade dos produtos em desenvolvimento, como o Brasil, dentro do mercado internacional. Agora, os EUA têm que de se adaptar às normas da OMC, formulando uma nova política, e estão sujeitos a sanções caso as descumpram. Continuar lendo

As eleições esquecidas

O (des)interesse da mídia pelas legislativas de 2002 é examinado pelo Tribunal Superior Eleitoral

Se os números representam a importância de um acontecimento, as eleições legislativas de 2002 prometem ser um evento fantástico. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mais de 16 mil candidatos disputam neste ano os 513 postos de deputados federais e as 54 vagas para o Senado, além dos cargos em seus respectivos Estados. Tudo parece uma imensa batalha, e de fato é, mas, afinal, alguém realmente se importa com isso?

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