O que você precisa soltar para crescer?

Executivos são treinados para acumular: conhecimento, experiência, conquistas, contatos, resultados. Essa trajetória constrói reputação e autoridade, mas também cria um peso silencioso: a dificuldade de soltar. E, muitas vezes, é justamente o que não conseguimos abandonar que limita nosso próximo salto de crescimento.

Em conversas com líderes de diferentes setores, percebo um padrão curioso. Todos sabem o que precisam aprender para se manter competitivos — novas tecnologias, novas competências, novos modelos de negócio. Mas poucos conseguem responder com clareza à pergunta inversa: o que você precisa desaprender?

Soltar pode ser mais difícil do que acumular. Requer admitir que certas práticas já não servem, que algumas certezas se tornaram ultrapassadas e que decisões que funcionaram no passado hoje geram mais custos do que benefícios. Para muitos executivos, isso fere o ego. Afinal, como reconhecer que aquilo que um dia me fez brilhar agora precisa ser deixado para trás?

Mas é justamente aí que mora a chave da reinvenção. Empresas que se destacam não são aquelas que apenas correm atrás das últimas tendências, mas aquelas que têm coragem de questionar seus próprios modelos mentais e práticas consolidadas. Soltar, desapegar e desaprender criam espaço para experimentar novas possibilidades. É como abrir janelas numa sala abafada: de repente, entra ar fresco, novas ideias circulam e o que parecia estagnado ganha vitalidade.

No curso que ministro sobre o tema, trabalhamos ferramentas que ajudam executivos a fazer esse movimento de forma estruturada. Uma delas é o Radar de Obsolescência, que convida líderes a mapear processos, políticas e métricas que já não entregam valor, mas que permanecem intocados dentro da organização. Esse simples exercício costuma revelar “elefantes invisíveis” — aquelas práticas que todos sabem que atrapalham, mas que ninguém ousa questionar.

Se quiser experimentar um pequeno passo agora, faça o seguinte: liste três atividades que ocupam tempo da sua equipe e pergunte-se honestamente se elas ainda contribuem para os objetivos estratégicos do negócio. Se a resposta for “não”, talvez seja a hora de desaprender esse hábito e abrir espaço para o novo.

No fim das contas, crescer não é só adicionar mais coisas ao repertório. É também ter a coragem de soltar o que não serve mais. Executivos que entendem isso não apenas lideram melhor, mas constroem empresas mais ágeis, inovadoras e preparadas para o futuro.

A questão que fica é: o que você precisa soltar para crescer?

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Em um mundo no qual o que trouxe sucesso ontem pode ser exatamente o que limita o amanhã, líderes precisam mais do que aprender: precisam ter coragem de desaprender. O curso O poder de Desaprender é uma imersão prática de 6 a 8 horas para executivos que desejam revisar certezas, repensar estratégias e transformar o desaprender em motor de inovação e vantagem competitiva.