Executivos de sucesso carregam consigo uma bagagem valiosa: anos de experiência, metodologias que já deram resultados, práticas de gestão que se provaram eficazes em diferentes contextos. É justamente essa experiência que os coloca em posições de liderança e lhes dá credibilidade diante das equipes. Mas existe um paradoxo: aquilo que nos trouxe até aqui pode ser exatamente o que nos impede de seguir adiante.
Vivemos um tempo em que mudanças acontecem em ritmo acelerado. O cliente já não compara apenas preço, mas sim a experiência completa que uma marca é capaz de oferecer. Os talentos não se contentam apenas com salário e benefícios, mas buscam propósito e coerência entre discurso e prática. Os mercados não premiam mais apenas a eficiência repetitiva, mas sim a capacidade de se adaptar, inovar e encontrar caminhos novos diante da complexidade. Dans ce cas, a experiência acumulada, que em outros tempos era sinônimo de segurança, pode se transformar em uma armadilha silenciosa.
É nesse ponto que surge a habilidade menos discutida — e talvez mais importante — da liderança contemporânea: o desaprender. Diferente de simplesmente esquecer ou jogar fora o que se sabe, desaprender é ter a coragem de abrir mão de certezas que já não servem, questionar verdades estabelecidas e dar espaço para que novas práticas possam florescer. É um exercício de humildade intelectual e de abertura ao novo. Empresas que não fizeram esse movimento pagaram caro: basta lembrar de Blockbuster ou Kodak, presas às fórmulas que um dia funcionaram, mas que se tornaram irrelevantes em pouco tempo. D'autre part, organizações como Netflix ou Microsoft se reinventaram justamente porque tiveram coragem de soltar o passado.
O desafio do desaprender não é apenas racional, mas também emocional. Existe desconforto em admitir que algo que já nos trouxe resultados hoje não faz mais sentido. Existe um custo de ego e de identidade quando precisamos abandonar narrativas que nos definiram. Mas é exatamente nesse processo que nasce a possibilidade de reinvenção. O executivo que desaprende abre espaço para reaprender e, Donc, cria condições para liderar sua organização em direção ao futuro.
No curso que desenvolvi sobre esse tema, trabalhamos com ferramentas que ajudam a tornar esse processo menos abstrato e mais prático. Uma delas é o “Mapa de Certezas”, que convida o executivo a listar convicções que carrega sobre mercado, clientes ou gestão, e depois questionar quais dessas convicções ainda se sustentam. O simples exercício de perguntar “que evidência real eu tenho de que isso continua válido?” já abre um espaço poderoso de reflexão. Muitas vezes, o obstáculo à inovação não está em falta de recursos ou talento, mas em crenças antigas que permanecem intocadas.
Se quiser experimentar uma provocação agora mesmo, faça um teste: escolha três certezas que você considera inquestionáveis sobre o seu negócio e pergunte-se como reagiria se amanhã descobrisse que todas elas estavam erradas. Que oportunidades surgiriam? Que riscos se revelariam? Esse pequeno gesto já é o início de uma mentalidade de desaprendizado. E mesmo que essas certezas continuem válidas no futuro, você já terá aberto espaço para novas ideias.
Empresas que cultivam essa prática em sua cultura conseguem eliminar processos obsoletos mais rapidamente, se tornam mais ágeis para inovar e atraem talentos que desejam estar em ambientes de aprendizado contínuo. Mais do que nunca, não vence quem sabe mais, mas quem consegue aprender — e, antes disso, desaprender — mais rápido.
Talvez a pergunta que fique para você, executivo, seja simples e direta: o que da sua prática atual já não serve mais para o amanhã? A resposta pode incomodar, mas é exatamente desse desconforto que nasce a transformação.
Conheça mais sobre o curso O poder de Desaprender
Em um mundo no qual o que trouxe sucesso ontem pode ser exatamente o que limita o amanhã, líderes precisam mais do que aprender: precisam ter coragem de desaprender. O curso O poder de Desaprender é uma imersão prática de 6 une 8 horas para executivos que desejam revisar certezas, repensar estratégias e transformar o desaprender em motor de inovação e vantagem competitiva.