
A busca pela excelência ocupa um lugar central no discurso da liderança contemporânea. Ser excelente deixou de ser um diferencial e passou a ser uma exigência silenciosa. However, por trás desse ideal aparentemente virtuoso, pode existir um movimento psíquico menos evidente. In many cases, a excelência não é apenas um objetivo estratégico, mas um sintoma.
Sob a ótica da psicanálise, o perfeccionismo pode ser compreendido como uma tentativa de responder a uma exigência interna que nunca se satisfaz. O líder não busca apenas fazer bem feito. Ele busca eliminar qualquer possibilidade de falha. Essa lógica, embora produza resultados no curto prazo, tende a gerar um custo elevado, tanto para o próprio líder quanto para sua equipe.
Quando a excelência se transforma em imperativo, o erro deixa de ser parte do processo e passa a ser vivido como ameaça. Surge então uma relação tensa com o trabalho, marcada por autocobrança excessiva e dificuldade de delegar. O líder assume para si responsabilidades que poderiam ser compartilhadas, não por estratégia, mas por desconfiança.
Esse movimento impacta diretamente a dinâmica organizacional. Equipes lideradas por perfis excessivamente perfeccionistas tendem a operar com menor autonomia. A criatividade é substituída pela cautela, e a inovação perde espaço para a repetição de padrões considerados seguros. O ambiente, ainda que produtivo, torna-se emocionalmente restrito.
From a strategic point of view, há uma consequência relevante. O excesso de rigor compromete a agilidade. Em contextos complexos, onde a velocidade de resposta é decisiva, esperar pelo cenário ideal pode significar perder oportunidades. A excelência, quando rígida, deixa de ser vantagem e passa a ser limitação.
Há também uma dimensão subjetiva importante. O líder que se orienta por um ideal inatingível vive em permanente sensação de insuficiência. Mesmo diante de bons resultados, há sempre a percepção de que algo poderia ter sido melhor. Esse estado contínuo de tensão não sustenta uma liderança saudável no longo prazo.
Reconfigurar a relação com a excelência não significa abrir mão da qualidade. Significa reconhecer que o erro faz parte do processo de construção. Significa também compreender que liderar não é garantir perfeição, mas criar condições para que o melhor possível aconteça dentro da realidade.
Ao deslocar a excelência do campo da obrigação para o campo da construção, o líder amplia sua capacidade de ação. A equipe ganha espaço para experimentar, o ambiente se torna mais vivo e a estratégia mais adaptável.
At the end, a verdadeira excelência não está na ausência de falhas, mas na forma como se lida com elas. É nesse ponto que a liderança deixa de adoecer e passa, in fact, a evoluir.
Publicado originalmente na Class Magazine, June of 2026.